Desde o dia 6 de junho, quando venceu o Grêmio em uma boa partida no Morumbi, por 3×1, o São Paulo ficou 38 dias “parado”, entre folga e intertemporada. Na última quarta-feira o Tricolor voltaria a campo contra o Avaí. Digo voltaria, porque a apresentação de ontem foi como se o time catarinense tivesse vencido por W.O. Os são-paulinos não foram à campo e pareciam continuar de férias.
A desculpa esfarrapada já estava pronta, na ponta da língua dos perdedores: “a falta de ritmo” de jogo pelo tempo parado prejudicou o rendimento do time. Mas e o Avaí, que ficou o mesmo tempo parado, não sentiu a tal falta de ritmo ou será que o os catarinenses aproveitaram melhor o tempo de preparação?
Mais de um mês parado para o técnico Ricardo Gomes inventar uma alteração drástica na equipe, tudo para manter Richarlyson no time titular, como zagueiro pela esquerda. A ideia de girico do treinador fez com que Miranda, um dos beques cotados para defender a seleção Brasileira e para se transferir para a Europa, fosse deslocado da esquerda, onde melhor rende, para a direita.
E não foi só esse o problema do indolente São Paulo da derrota para o Avaí. O time teve, mais uma vez, Jean na ala-direita. O mediano volante são-paulino, deslocado para o setor direito do campo, passa a ser um jogador medíocre, no sentido pejorativo da palavra. O rapaz não consegue jogar nessa posição e isso já está mais do que provado. Nas pouquissimas vezes que chega ao fundo, faz cruzamentos que servem apenas para aquecer os gandulas atrás do gol. Onde está a diretoria são-paulina para resolver esse problema de anos?
Jogar com a zaga toda desarrumada como está com a “nova” formação é um grave problema. Atuando no 3-5-2, o meio-de-campo do São Paulo fica sobrecarregado ofensivamente por não ter uma opção na ala-direita, obrigando Dagoberto a voltar para buscar o jogo, deixando Fernandão sozinho, isolado na frente, entre os zagueiros, como aconteceu diante do Avaí. E olha que todos esses problemas já vistos no início do ano, voltam às vésperas dos dois jogos semifinais da Libertadores contra o Inter, que sem sentir falta de ritmo, atropelou o Guarani, no Brinco de Ouro, por 3×0.
No Morumbi parece que está sempre tudo bem, nada de errado acontece, mas é bom abrir o olho, pois se as invencionices do seu técnico continuarem e a diretoria não acordar e resolver o problema na ala-direita, o tão sonhado tetra da Libertadores corre sérios riscos.
